VISÃO História Edição 49

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VISÃO HISTÓRIA Ed. 49  | NOS TEMPOS DA ESCRAVATURA

Já está disponivel a VISÃO História Edição 49, dedicado a uma das maiores ‘nódoas’ da história da Humanidade. 

Na Grécia e na Roma antigas Por via do cinema e de outros meios de comunicação, a cultura popular associa prioritariamente a escravatura ao quadro da Antiguidade Clássica mediterrânica. Mas o que eram ao certo, como viviam e eram vistas então as pessoas de condição servil? Por Paulo Ferreira

As cruzes da Via Ápia O nome de Espártaco (ou Spartacus), o gladiador que encabeçou a maior revolta de escravos contra Roma, é ainda hoje, passados mais de 2 mil anos, sinónimo de luta pela liberdade. Por Luís Almeida Martins

E na Idade Média? Entre a Antiguidade e a era do tráfico atlântico estendeu-se assim um longo período com outras modalidades da servidão. Por Maria Filomena Lopes de Barros

Os cativos ‘cristãos’ no Norte de África Eram escravos até conseguirem pagar o resgate pedido. Muitos convertiam-se ao Islão e os que voltavam tinham problemas com a Inquisição. Por Alexandre Monteiro

ÁFRICA

Os tráficos africanos Cerca de 13 milhões de escravizados africanos foram transferidos para as Américas entre os séculos XVI e XIX, mas é hoje aceite que não foram os europeus a introduzir a escravidão em África nem a levar para lá a escravidão mercantilizada. Por Arlindo Manuel Caldeira

São Tomé e Príncipe: entre forros e mocambos As ilhas de São Tomé e Príncipe, desabitadas à chegada dos portugueses, percorreram todas as fases históricas relacionadas com o tráfico e as monoculturas. Por Gerhard Seibert

Cabo Verde: a servidão ‘especializada’ Apesar da sua grande violência, o tráfico negreiro terá funcionado como canal não só de difusão de tecnologias, mas também de saberes agrários pelo mundo atlântico. Por António Correia e Silva

BRASIL

A escravidão no Brasil colonial O esclavagismo foi decerto um pilar da economia do Brasil na época colonial. Prolongou-se mesmo para lá da independência do país, em 1822, e viria a ser uma das principais causas da queda do império. Por Cândido Domingues

Quilombos e resistência Os extremos da acomodação total e da rebelião radical foram excecionais, sendo mais comum o jogo nervoso de negociações, tensões e conflitos quotidianos. Por João José Reis

Religião: viver sem (a) graça Os nomes de António Vieira e Bartolomé de las Casas remetem-nos para questão da «legitimidade» religiosa – ou não – da escravatura. Por Luís Almeida Martins

Do auge ao fim As leis «para inglês ver» e as formas de os escravos obterem a alforria dariam lugar, após a abolição, ao «racismo científico». Por Jackson André

PORTUGAL

Escravos e negros livres em Portugal Em meados do século XVI, cerca de um décimo dos habitantes de Lisboa chegou a ser de origem africana. O que fazia e como vivia essa larga fatia da população. Por Jorge Fonseca

Vindos da Ásia Indianos, chineses, javaneses, birmaneses e naturais de outras regiões asiáticas faziam certamente parte da paisagem humana de Portugal entre os séculos XVI e XVIII. Por Arlindo Manuel Caldeira

ABOLIÇÃO

Uma vitória da ideologia Têm sido apontadas diferentes explicações para a surpreendente decisão de pôr fim à escravatura, afinal tratou-se de uma inesperada conquista moral dos povos ocidentais. Por João Pedro Marques

O internacionalismo abolicionista Não bastam as explicações endógenas, ou nacionalistas, para um fenómeno fortemente marcado pela circulação internacional e transnacional. Por Miguel Bandeira Jerónimo e José Pedro Monteiro

Haiti: A invenção da liberdade Embora não da igualdade. Mesmo assim, a parte ocidental da ilha Hispaniola tornou-se o primeiro Estado independente da América Latina e o primeiro a ser governado por ex-escravos. Por Luís Almeida Martins

Ultramar português: E depois, o trabalho forçado Sob o signo da erradicação da escravatura, o trabalho forçado foi apresentado como fundamentalmente diferente daquela, que passaria a ser ilegal e apenas propriedade das populações nativas. Por Miguel Bandeira Jerónimo e José Pedro Monteiro

A Entrevista a Ana Lúcia Araujo Historiadora e professora na Howard University, nos EUA, Ana Lúcia Araujo tem trabalhado na história transnacional da escravidão e na sua memória pública

Mas não ficamos por aqui…

 

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A Visão História dedica-se exclusivamente a assuntos históricos, cada número aborda um único tema, explorando-o de diversos ângulos e pontos de vista. Afinal, é impossível compreendermos o presente sem conhecermos o passado. Com 100 páginas e lombada colada, a revista é muito cuidada do ponto de vista gráfico e fotográfico, recorrendo a textos, fotografias, mapas e infografias de alta qualidade. 

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